© Rui Mourão

Para esta sessão das Conversas Foto-fílmicas, propomos um encontro com o artista Rui Mourão, cujo trabalho abrange performance, instalação, fotografia e vídeo, o medium que constitui o corpo central do seu trabalho. Este parte muitas vezes de situações quotidianas reais, isoladas por via da imagem, abrindo nelas novos sentidos através de um processo de deslocamento e montagem. Nas palavras de Mourão, a sua pesquisa com a câmara busca “ora ligações, ora tensões entre o individual e o coletivo, a exceção e o sistema, o linear e o não-linear, a razão e a emoção, as palavras e os gestos, o passado e o presente, o ver e o ser visto, o Eu e o Outro”. Nesta conversa, exploraremos a tradução da sua pesquisa, que muitas vezes emprega metodologias da antropologia, em imagens, com particular ênfase no formato da vídeo-instalação multicanal, dispositivo que é recorrente na sua obra. A instalação de vídeos em múltiplas projeções simultâneas cria binómios visuais que pretendem obter combinações de sentidos além da simples soma das imagens isoladas (em que não seja apenas: imagem A + imagem B = sentido AB; mas sim: imagem A + imagem B = sentido ABC). Sublinhando o carácter performativo das acções não-ficcionadas, a montagem das imagens de ações e dos seus movimentos ganha, então, uma dimensão coreográfica, a que talvez não seja alheio o facto de, antes de se tornar artista visual, Rui Mourão ter trabalhado sobretudo nas artes performativas.

 

 

Rui Mourão (1977, Lisboa) faz videoarte. Estudou Artes na UAB e CECC (Barcelona), Maumaus (Lisboa) e Malmö Art Academy (Suécia). Pós-graduação em Culturas Visuais Digitais e Mestrado em Antropologia (ISCTE). Doutorando em Estudos Artísticos (Nova-FCSH). Foi selecionado para LOOP - Video Art Festival, Barcelona. Recebeu o Prémio do Público no FUSO - Anual de Videoarte de Lisboa. Estreou um filme na Cinemateca Portuguesa, nomeado para melhor documentário no Festival QueerLisboa. Fez residências artísticas, performances, conferências, artigos, livros e mais de 50 exposições e videoscreenings em 16 países (ex: Galpão Vídeo Brasil, São Paulo; Whitworth Art Gallery, Manchester; Museu Berardo, Lisboa; Spaces, Cleveland; Iklectik, Londres; Museu do Chiado, Lisboa; Palazzo Albrizzi, Veneza; Künstlerhaus Bethanien, Berlim; Centro Nacional de Artes Contemporâneas, Moscovo; etc). Recebeu também o Prémio da APA para melhor Ensaio Visual.

 

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Local: Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca

Data: 19 de junho de 2019

Horas: 18:00 – 19:30

Entrada gratuita, sujeita ao número de lugares disponíveis.

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Colégio Almada Negreiros, Campus de Campolide, 1099-085 Lisboa

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